Para que tenhamos uma boa interação mediada por computador, como, por exemplo, utilizando ambientes ou ferramentas computacionais, é de suma importância que tenhamos domínio desses ambientes e dessas ferramentas.
Devem ser planejadas atividades motivadoras para que os alunos possam treinar o uso dos ambientes e das ferramentas que utilizarão no ambiente escolar. Com um bom manejo desses artefatos, o aluno terá uma melhor interação com a máquina e isso fará que, através da máquina, possa ter uma melhor relação com os colegas, os professores e materias educacionais digitais que usará. Isto é, de nada adianta propor atividades que envolvam o computador se o aluno não souber utilizá-lo de maneira adequada, de forma a enriquecer o seu processo de ensino-aprendizagem.
Acredito que o professor tem um papel fundamental no desenvolvimento das destrezas do aluno em relação à tecnologia: poder mediar essa interação, planejar atividades que visem o aprendizado e a motivação do aluno para com o uso de ambientes e ferramentas computacionais.
A interação entre os alunos também é muito importante. Podem utilizar um modelo de tutoria: os alunos que melhor conhecem as ferramentas utilizadas podem apoiar os colegas que apresentam mais dificuldades. Por exemplo, se trabalhamos com atividades de produção de vídeo, os alunos que conhecem o Movie Maker melhor poderão ajudar os colegas na confeccção de seus vídeos. Se a atividade proposta pelo professor envolve a construção de blogs é possível identificar os alunos que já são usuários da ferramenta e esses podem ajudar os colegas na construção de seus blogs. Na criação de blogs pode ser usado o Desenho Universal, motivando o aluno a sentir-se parte do trabalho.
A melhor estratégia para o uso do computador na escola é o trabalho colaborativo. Incentivar os alunos a usar a tecnologia de forma coletiva, escutando as experiências dos demais colegas, usuários das tecnologias mais proeficientes, construindo saberes de forma organizada coletivamente. Volta-se ao papel do professor como mediador e não como o detentor do saber: a tecnologia desafia a construirmos juntos!
